Vale: diminuindo endividamento no 1o. bimestre de 2017!

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A Vale divulgou em nota que deve continuar as ações de redução do endividamento e, simultaneamente, manter a estratégia comercial de formar estoques de minério de ferro perto dos clientes [como a China, o principal mercado da mineradora]. A empresa divulgou os números do primeiro trimestre, informando que diminuiu a dívida líquida em US$ 2,2 bilhões no fim de março, caindo para US$ 22,7 bilhões ante US$ 25 bilhões em dezembro do ano passado. A empresa também deve aumentar temporariamente os estoques de minério de ferro misturados [os chamados “blendados”] na Ásia. Esse plano atende ao objetivo da Vale de capturar todo o benefício possível para o minério de Carajás, no Pará, produto de maior qualidade e melhor preço.  O mercado recebeu bem os números da mineradora de janeiro a março deste ano, quando a Vale registrou receita de R$ 26,7 bilhões, alta de 30% sobre o mesmo período do ano passado. O aumento foi impulsionado pela alta do preço do minério de ferro. O preço realizado pela companhia para o minério de ferro de janeiro a março deste ano foi de US$ 75,8 por tonelada, bem acima dos US$ 46,50 por tonelada do primeiro trimestre de 2016.  O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou no período R$ 13,5 bilhões, aumento de 82,5% sobre o mesmo trimestre de 2016, enquanto o lucro líquido ficou em R$ 7,8 bilhões, alta de 25% sobre o primeiro trimestre do ano passado. Foi o melhor desempenho desde o terceiro trimestre de 2013, quando a Vale lucrou R$ 7,95 bilhões.  Pelo lado da dívida, a Vale caminha para atingir a meta de reduzir o endividamento líquido no patamar entre US$ 15 bilhões e US$ 17 bilhões, objetivo que poderia ser alcançado até o fim deste ano, dependendo dos preços do minério de ferro.  No trimestre, a relação entre dívida líquida e Ebitda ficou em 1,6 vezes, abaixo da relação de 2,1 vezes do quarto trimestre do ano passado.  Também não há previsão de uma recuperação nos preços dos metais, outro negócio importante da Vale, que respondeu no primeiro trimestre por 18,8% da receita líquida da empresa (em termos de comparação, o minério de ferro teve participação de 76,3% da receita no período). No primeiro trimestre, houve ainda baixa contribuição do carvão para o resultado, em função de preços menores, e nos metais o Ebitda sofreu impacto de redução de volumes, aumento de custos e menores preços no níquel. A estratégia de formação de estoques no exterior fez com que o volume de vendas de minério de ferro da Vale no trimestre atingisse 78 milhões de toneladas, incluindo finos de minério e pelotas, abaixo do volume produzido no trimestre. [Helio L Oliveira, editor MTb 69429SP, de SP * Foto: VRD/Press]

Trem e Ferrovias: Alemães tem interesses em construir trechos ferroviários na América Latina!

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Várias empresas alemãs participaram de reuniões na Bolívia para discutir a construção de uma linha ferroviária de costa a costa por Brasil, Bolívia e Peru que poderia acelerar a exportação de milho e soja para a Ásia, disseram autoridades bolivianas e alemãs nesta quarta-feira. O projeto de US$ 10 bilhões de dólares envolveria a construção de uma linha ferroviária de 3.700 quilômetros pelo continente, ligando os oceanos Atlântico e Pacífico, através de montanhas e selvas. Representantes de Brasil, Peru, Paraguai, Uruguai e Bolívia, e também da Alemanha e da Suíça ainda estão estudando a viabilidade da rota do trem, o que reduziria drasticamente as rotas marítimas da costa brasileira para os mercados asiáticos de commodities-chave. As discussões acontecem depois que um projeto similar, liderado por chineses, para a construção de uma ferrovia trans-sul-americana encontrou dificuldades no final do ano passado devido a preocupações ambientais e de custo. Autoridades da Bolívia e da Alemanha não mencionaram as empresas que participaram das reuniões. A presença de 40 empresas alemãs demonstra que a Alemanha não está apenas na fase de planejamento, mas também na fase de realização. [Elias Marques, de SP * Foto: Divulgação]

Governo brasileiro quer ampliar oferta no transporte ferroviário de passageiros!

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O Governo Federal planeja construir duas linhas de trens de média velocidade, com investimentos que podem superar R$ 40 bilhões. A proposta será de ligar SP à cidade de Americana, passando pelas cidades de  Jundiaí e Campinas, num trajeto de 135 km. A outra ligará Brasília, DF até Goiânia, GO, num trecho de 210 km. Os estudos de viabilidade dos dois projetos já estão na mesa da Secretaria Executiva do PPI Programa de Parcerias para Investimentos, que concentra os projetos federais de infraestrutura logística. No caso do trem que sairia da capital federal, a proposta já está em fase mais avançada, com análise pela ANTT Agência Nacional de Transportes Terrestres e perspectiva de lançamento de um PMI Procedimento de Manifestação de Interesse, para testar o interesse do mercado. Por essas estimativas, os 135 km de trilhos entre SP e Americana teriam custo de US$ 5,5 bilhões. Numa conta simples, portanto, os dois empreendimentos somam US$ 14 bilhões, ou cerca de R$ 43 bilhões, se considerado o câmbio atual. O custo total do projeto que ligaria Brasília a Goiânia, em uma viagem de aproximadamente 1h 30min, está estimado em US$ 8,5 bilhões. Esse valor equivale a cerca de US$ 40 milhões – ou aproximadamente R$ 120 milhões/km. No papel, a proposta do Governo paulista é ainda mais ambiciosa, incluindo outras interligações com o Vale do Paraíba, a Baixada Santista e Sorocaba. Fontes do setor ferroviário confirmaram que os valores estão dentro da média verificada em outros países que investiram em trens de média velocidade, aqueles que permitem viagens com velocidade média entre 160 e 180 km/hora, podendo chegar a 200 km/hora. O TAV Trem de Alta Velocidade que ligaria Campinas, SP e RJ em viagens a mais de 300 km por hora, uma obras de mais de R$ 30 bilhões nunca saiu do papel. [Helio L Oliveira, de SP * Foto: Divulgação]